Jesus Nasceu Mesmo no Dia 25 de
Dezembro?27.11.2008 - 15:43 -
De
onde veio a idéia de 25 de dezembro como a data do nascimento de Jesus
Cristo? Será que essa data era observada pelos cristãos primitivos?
Vejamos o que nos diz Ralph Woodrow:
“Uma análise da palavra “Christimas” (Natal em Inglês), indica que ela é uma mistura. Embora ela inclua o nome de Cristo, também menciona a “Missa”. Quando consideramos todas as elaboradas cerimônias, orações pelos mortos, rituais de transubstanciação, e complicados rituais da Missa Católica Romana, pode alguém realmente ligar isto com o Jesus histórico dos Evangelhos? Como Paulo, tememos que alguns tenham sido corrompidos “da simplicidade que está em Cristo” (II Co. 11.3) por causa da influência pagã sobre tais coisas como a Missa. Olhando desta maneira, a palavra, “Christimas”(Missa de Natal) se contradiz a si mesma.
Quanto à verdadeira data do nascimento de Cristo, é de se duvidar de 25 de dezembro. Quando Jesus nasceu, “havia naquela mesma região pastores que estavam no campo, e guardavam durante as vigílias da noite seu rebanho” (Lc.2.8). Os pastores na Palestina não ficavam nos campos durante a metade do inverno! Adam Clarke tem escrito, “Como esses pastores ainda não haviam trazido seus rebanhos para casa, é um argumento presumível que outubro ainda não havia começado, e que, conseqüentemente, nosso Senhor não nasceu em 25 de dezembro, quando não havia qualquer rebanho nos campos... Neste mesmo sentido a natividade em dezembro deveria ser descartada.”
Os pastores recolhiam os rebanhos das montanhas e dos campos e colocavam-nos no curral no mais tardar até o dia 15 de outubro, para protegê-los do frio e da estação chuvosa que se seguia.
Veja que a própria Bíblia fornece provas, em Cantares de Salomão 2:11 e em Esdras 10:9-13, de que o inverno era uma estação chuvosa, não permitindo aos pastores permanecerem ao ar livre nos campos durante a noite.
“Durante a época da Páscoa (começo da primavera) era costume antigo dos judeus daqueles dias levarem as ovelhas aos campos e desertos, e recolhê-las ao começo das primeiras chuvas”, afirma Adam Clarke no seu Commentary, (vol. 5, pág. 370, edição de New York).
A seguir esta mesma autoridade declara: “Os pastores cuidavam dos seus rebanhos dia e noite durante todo o tempo que permaneciam fora...” as primeiras chuvas começavam no princípio do mês de “Marchesvan”, que corresponde a parte dos meses de outubro e novembro do nosso calendário (começa às vezes em outubro). Descobrimos, que as ovelhas estavam nos campos ao ar livre durante todo o verão. Assim, para que haja coerência com o texto bíblico, temos que aceitar que em 25 de dezembro jamais poderia ser a data do nascimento físico do nosso Salvador.
Qualquer enciclopédia ou outra autoridade, poderá lhe dizer que Cristo não nasceu no dia 25 de dezembro. A enciclopédia Católica francamente testifica este fato.
Enquanto a Bíblia não fala expressamente da data do nascimento
de Jesus, existem outras indicações de que foi provavelmente
no Outono que isto aconteceu.
Analisemos os seguintes fatos: Sabemos que Jesus foi crucificado na Primavera,
no tempo da Páscoa (João 18.39). Figurando seu ministério
como tendo durado três anos e meio, isto coloca o inicio do seu ministério
no Outono. Naquele tempo, ele estava com quase 30 anos de idade (Lc.3.23),
a idade reconhecida para um homem tomar-se um ministro oficial de acordo
com o Velho Testamento, conforme Números 4.23. Se ele completasse
trinta anos no Outono, então, seu dia natalício era no Outono,
trinta anos antes.
Há ainda outras indicações que sustentam o nascimento
do Messias no outono. Ao tempo do nascimento, José e Maria tinham
ido a Belém para serem recenseados (Lc.2.1-5).
Não existem registros para indicar que a metade do inverno era o
tempo de recenseamento. Um tempo mais lógico do ano teria sido no
Outono, no fim da colheita. Se fosse este o caso, teria sido o período
para a Festa dos Tabernáculos em Jerusalém o que poderia explicar
porque Maria foi com José (Lc.2.4 1). Isto também explicaria
porque até mesmo em Belém “Não havia lugar na
hospedaria” (Lc.2.7). De acordo com o historiador Josefo, Jerusalém
era normalmente uma cidade de 120.000 habitantes, mas durante as festas,
algumas vezes chegava a ter 2.000.000 de judeus reunidos. Tais vastas multidões
não somente enchiam Jerusalém, mas as cidades circunvizinhas
também, incluindo Belém, que ficava somente a cinco milhas
do Sul. Se a viagem de Maria e José fosse na realidade para estar
na festa, como também para serem recenseados, isto colocaria o nascimento
de Jesus no Outono do ano.
Não é essencial que saibamos a data exata na qual Cristo
nasceu — sendo uma coisa principal, é claro que ele nasceu!
Os cristãos primitivos comemoravam a morte de Cristo (1 Co. 11.26),
não seu nascimento. A Enciclopédia Católica diz:
“O Natal não estava entre os mais primitivos festivais da igreja.
Irineu e Tertuliano omitiram isto de suas listas de festas”.
Mais tarde, quando as igrejas em vários lugares começaram
a celebrar o nascimento de Cristo, havia muita diferença de opinião
quanto à data correta. Somente, na última parte do quarto
século, é que a igreja Romana começou a observar o
25 de dezembro. Ainda assim, em torno do quinto século, estava sendo
ordenado que o nascimento de Cristo fosse para sempre observado nesta data,
muito embora este fosse o dia da antiga festa pagã romana do nascimento
do Sol, um dos nomes do deus adorado.
Diz Frazer, “O maior culto pagão religioso que colocava a
celebração em 25 de dezembro como um feriado tanto no mundo
romano como grego, era a adoração do sol, que era pagã
- o Mitraísmo.... Este Festival de Inverno era chamado “a Natividade”.
A “Natividade do SOL”. Será que este festival pagão
foi responsável pelo dia 25 de dezembro ter sido escolhido pela igreja
Romana? Deixemos a Enciclopédia Católica responder:
“A bem conhecida festa solar do Natalis Invicti”- a Natividade
do Sol Inconquistado - celebrada no dia 25 de dezembro, tem uma forte indicação
sobre a responsabilidade em relação à nossa data de
dezembro”!
Como os costumes pagãos solares estavam sendo “cristianizados” em Roma, compreende-se que confusão resultaria. Alguns pensaram que Jesus era o Sol, o deus solar! Tertuliano, segundo a enciclopédia Católica, teve que assegurar que o Sol não era o Deus dos cristãos; Agostinho denunciou a identificação herética de Cristo com o Sol. O papa Leão I amargamente reprovou os ressurgimentos solares — cristãos, nas próprias escadarias da basílica dos apóstolos, virando-se para adorar o sol nascente.
O festival de inverno era muito popular nos tempos antigos. Na Roma e Grécia pagãs, nos dias dos bárbaros teutônicos, nos remotos tempos da antiga civilização egípcia, na infância da raça, a Leste, Oeste, Norte e Sul, o período do solstício de inverno era sempre um período de júbilo e de festas. Desde que esta estação era tão popular, ela foi adotada como o tempo do nascimento de Cristo pela igreja romana.
A Enciclopédia Britânica sustenta o argumento da influência pagã sobre o cristianismo: “A partir do ano 354, alguns latinos, possivelmente, transferiram o dia de nascimento de Cristo, de 6 de janeiro para 25 de dezembro, quando se realizava uma festa mitraísta... ou nascimento do Sol invicto... Os sírios e os armênios, que se prenderam a data de 06 de janeiro, acusavam os romanos de idólatras e adoradores do Sol, alegando... que a festa de 25 de dezembro tinha sido inventada pelos discípulos de Corinto”.
Vejamos o que diz a Enciclopédia Católica, edição inglesa, sob o título “Natal”.
“O Natal não era considerado entre as primeiras festas da Igreja... Os primeiros indícios da festa provém do Egito. Os costumes pagãos ocorridos durante o início de Janeiro lentamente modificaram-se na festa do Natal”.
A Enciclopédia Britânica edição de 1946, afirma: “O Natal não era contado nas primeiras festas da Igreja...” “Não foi Instituída por Cristo, nem pelos apóstolos, nem por autoridades bíblicas. Foi adquirida mais tarde do paganismo.
Observe agora o que diz a Enciclopédia Americana, edição 1944: “O Natal...não foi, de acordo com muitas autoridades no assunto, celebrado nos primeiros séculos da Igreja Cristã, porque o costume cristão, em geral era celebrar a morte de pessoas importantes em vez do nascimento. A “comunhão’, instituída por autoridade bíblica no Novo Testamento, é o memorial desse acontecimento (Isto é, o nascimento de Cristo). No século V, a Igreja Ocidental deu ordem, para que fosse celebrada para sempre no dia da antiga festividade romana em honra ao nascimento do Sol, porque não se conhecia ao certo o dia do nascimento de Cristo.”
Agora veja! Estas reconhecidas autoridades históricas mostram que o Natal não foi observado pelos primeiros cristãos, durante os primeiros duzentos ou trezentos anos desta era - um período maior do que a história inteira do Brasil como uma República independente! Essa celebração foi absorvida na Igreja Ocidental, ou Romana, durante o século IV da era cristã e mais ainda a partir do século V quando a Igreja Romana ordenou que se comemorasse oficialmente como uma festividade cristã!
A New Schaff-herzog Enciclopédia of Religious Knowledge (Enciclopédia de conhecimentos religiosos) explica-o claramente no seu artigo sobre o “Natal”: “Não se pode determinar com precisão até que ponto a data da festividade dependia da brumária pagã (25 de dezembro), que seguia a Saturnália (17-24 de dezembro) celebrando o dia mais curto do ano e o Novo Sol”... As festividades pagãs, Saturnália( Festival de Inverno, no qual os romanos durante sete dias em culto de adoração ao deus Sol, se despedia do inverno) e Brumária (comemoração da chegada do primeiro verão) estavam profundamente arraigadas nos costumes populares para serem abandonadas pela influência cristã... A festividade paga acompanhada de bebedices e orgias, agradavam tanto que os cristãos viram com agrado uma desculpa para continuar a celebrá-la em grandes alterações no espírito e na forma. Pregadores cristãos do Ocidente e do Oriente próximo protestaram contra a frivolidade indecorosa com que se celebrava o nascimento de Cristo, enquanto os cristãos da Mesopotâmia acusavam os irmãos ocidentais de idolatria e de culto ao Sol, por aceitarem como Cristã a festividade pagã.
Este mesmo artigo da enciclopédia Shaff-Herzog de conhecimentos religiosos, explica como a aprovação dada por Constantino do domingo, dia em que os pagãos adoravam o Sol, e como a influência do maniqueísmo pagão que identificava o filho de Deus como o Sol físico, proporcionou a esses pagãos do século IV, agora “convertidos” em massa ao “cristianismo” o pretexto necessário para chamar a festa de 25 de dezembro (dia do nascimento do deus-Sol) de dia do nascimento do filho de Deus.
No Egito sempre se acreditava que o filho de Isis (nome egípcio da
“Rainha do Céu” nascera em 25 de dezembro. O mundo pagão
celebrava essa famosa data de nascimento, na maior parte do mundo conhecido
de então, muitos séculos antes do nascimento de Cristo. O
próprio Jesus, os apóstolos e a igreja nunca celebraram o
nascimento de Cristo em nenhuma época. Na Bíblia não
há mandamento ou instrução alguma para celebrar, todavia
somos ordenados a lembrar sim de sua morte e ressurreição
que nos proporcionou a vida (I Co. 11:24-26; Jo. 13:14-17).
Portanto os antigos “Mistérios Caldeus” idólatras
iniciados pela esposa de Ninrode, têm sido transmitidos de geração
em geração pelas religiões pagãs e continua
sob novos nomes de aparência Cristã.
A festa do Natal foi instituída oficialmente pelo bispo romano Libério
no ano 354. Na verdade, a data de 25 de dezembro, diz a Enciclopédia
Britânica do Brasil, não se deve a um estrito aniversário
cronológico, mas sim à substituição, como motivos
cristãos, das antigas festas pagãs. As alusões dos
padres da igreja ao simbolismo de Cristo como sol de justiça (Ml.
4.2) e luz do mundo (Jo. 8.12), e as primeiras celebrações
da festa na colina vaticana — onde os pagãos tributavam homenagem
às divindades do Oriente — expressam o sincretismo da festividade,
de acordo com as medidas de assimilação religiosa adotadas
por Constantino.
A verdadeira origem do Natal encontra-se na antiga Babilônia. Está ligado à apostasia organizada que mantém preso um mundo enganado por todos esses séculos. E hora de sair da idolatria, de tamanho engano e astuta cilada de satanás. O Natal (25 de dezembro) é uma mentira! Os espírito que se manifestam nessa época são os mesmos que se manifestavam durante a saturnália, a saber: é o espírito de orgia, glutonaria, bebedice e consumismo. Todos eles reprovados pela Bíblia e condenados por Jesus.
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